Zugspitze: Bate-e-volta de Munique até o ponto mais alto da Alemanha

Zugspitze: Bate-e-volta de Munique até o ponto mais alto da Alemanha

Há alguns dias recebemos um email muito fofo da nossa leitora Carolina Klein, que começou a acompanhar o blog quando ainda morava no Brasil e agora, morando na Alemanha, segue acompanhando nossas aventuras. Ela contou que o Viajadora a inspirou a começar seu próprio blog, o que pra gente é um grande elogio! (A gente fica tão feliz quando recebe esse tipo de mensagem, vocês não fazem ideia! <3)

Nós gostamos tanto do blog dela, que a convidamos a escrever um guest post aqui pra gente, ela topou e fez este texto com dicas para quem quiser subir o Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha. Nós ficamos babando com o passeio e as fotos, e achamos que você vai ficar também, olha só:

“Um dos passeios mais legais de bate-e-volta a partir de Munique é para o Zugspitze, o ponto mais alto da Alemanha! Do alto de seus 2.962 metros de altura, tem uma vista que nós brasileiros não estamos acostumados: durante o ano todo, pode-se ver as montanhas cobertas de neve!

Como subir o Zugspitze de trem (e quanto custa)

Para ir até o Zugspitze, sugiro utilizar o Bayern Ticket da Deutsche Bahn. Ele custa 25 euros, e a cada pessoa adicional, mais 6 euros (máximo de 5 pessoas – quanto mais gente, mais barato!). Com essa passagem, você pode pegar qualquer trem regional e, inclusive, utilizar o transporte público de qualquer cidade do estado da Baviera durante todo o dia nos finais de semana, quantas vezes quiser.

A viagem até a cidade de Garmisch-Partenkirchen, onde está situada a montanha, dura pouco menos de uma hora e meia desde Munique. O trem te deixa na Estação Central, logo ao lado da estação Zugspitzbahn de onde sai o Zahnradbahn, o trem de cremalheira que sobe a montanha Zugspitze.

A estação Zugspitzbahn.Subida ao Zugspitzen.Viajadora

A estação Zugspitzbahn, de onde sai o trem para o Zugspitzen

Para subir até o Zugspitze você vai precisar comprar o Zugspitze Ticket, que custa €53 no verão e €45 no inverno (valores para pessoas acima de 18 anos). Esse passe dá direito a subir e descer uma vez com o trem de cremalheira até o Zugspitzplatt (último ponto no alto da montanha), e lá em cima pegar o teleférico, chamado Gletscherbahn, que te leva ao cume do Zugspitze. O percurso de teleférico pode ser feito quantas vezes você quiser enquanto estiver lá em cima.

Opções de trajetos e passeios até o Zugspitze e arredores

Com o Zugspitze Ticket em mãos, você já pode embarcar no trem e a partir daí escolher entre duas opções: seguir até o último ponto, trajeto que leva 1 hora e 15 minutos, e de lá pegar o teleférico Gletscherbahn até o Zugspitze; ou optar pela alternativa de, após 30 minutos no trem de cremalheira, descer na estação Eibsee, passear pelo lago e então pegar o teleférico Eibseeseilbahn diretamente para o Zugspitze.

Cartaz mostrando a rota do Zahnradbahn.Subida ao Zugspitzen.Alemanha.Viajadora

Cartaz mostrando a rota do Zahnradbahn

Não pude fazer o segundo trajeto quando eu fui, já que o teleférico do lago Eibsee até o Zugspitze estava em reforma (será reabertoa em dezembro de 2017). Mas quando eu voltar quero, na ida, seguir direto com o trem até o Zugspitzplatt, para não pegar a montanha já muito lotada, e na volta descer com o teleférico até o Eibsee. A vista deve ser maravilhosa! Se o pouco que dá para ver do trem já é, do teleférico então deve ser muito mais!

Vista do Eibsee a partir do trem de cremalheira Zahnradbahn.Subida ao Zugspitzen.Alemanha.Viajadora

Vista do Eibsee a partir do trem de cremalheira Zahnradbahn

O que fazer no alto do Zugspitze (além de apreciar as montanhas!)

Nos meses mais quentes, de abril a novembro (aqui depende de quando a neve resolve começar a cair), são disponibilizados gratuitamente uns trenózinhos para você escorregar num restinho de neve, do lado direito da Kirche Maria Heimsuchung – essa capela, inclusive, é a estrutura religiosa mais próxima ao céu em toda a Alemanha, já que fica a quase 3 mil metros de altitude!

Neve no Zugspitzplatt.Subida ao Zugspitzen.Alemanha.Viajadora

A neve acumulada no Zugspitzplatt

Ainda no Zugspitzplatt (antes de subir ao cume da montanha), você encontra o Sonnalpin, um restaurante e biergarten com comidas típicas do estado da Baviera; o Gletschergarten, um restaurante de cozinha internacional dentro de uma redoma de vidro, onde a maior parte do cardápio é feita com alimentos orgânicos ou de produtores locais; e o Suppenkar, outro restaurante em uma casinha de madeira no meio do biergarten do Sonnalpin, onde são servidas sopas, inclusive vegetarianas e veganas. Os valores são até bem justos, com uma coisa ou outra um pouquinho mais cara do que nos restaurantes e biergartens de Munique.

Você também pode comer lá no topo do Zugspitze, onde há uma barraquinha que vende sopas e algumas comidas típicas. Comi ali uma sopa deliciosa por apenas €4,50! Nesse lugar você faz seu pedido e pega sua comida por uma janelinha, e aí senta ao ar livre e aproveita sua refeição com a vista maravilhosa das montanhas. Se não for mais tão cedo, é bem possível que esteja bem movimentado, porque ele é bem pequeno e tem poucas mesas.

Torta no Restaurante Sonnalpin.Subida ao Zugspitzen.Alemanha.Viajadora

Torta que comemos no Restaurante Sonnalpin

No caminho para o teleférico que leva do Zugspitzplatt ao Zugspitze, existe uma lojinha de souvenirs que vende luvas, meias, gorros e algumas roupas de inverno para quem não tenha se preparado o suficiente para o frio que pode fazer lá em cima! Claro que os valores na loja não são dos melhores, o ideal mesmo é levar tudo desde Munique, sabendo que lá em cima tem pelo menos um pouquinho de neve o ano inteiro e que faz mais frio do que na cidade.

A plataforma de observação do Zugspitze oferece uma visão 360°, sendo que do lado leste, logo quando você chega, se estiver equipado com roupa e calçados apropriados para trekking é possível caminhar até o cume, de fato.

Vista do Zugspitzen.Alemanha.Viajadora

Olha ele lá, o Zugspitzen!

Já do lado oeste, é possível caminhar através de uma passarela e chegar à Áustria! Desse lado, você consegue ver o lago Eibsee lá embaixo, e existem plaquinhas indicando quais cidades estão en qual direção. No lado austríaco também há um restaurante, um museu (a entrada é paga) e um teleférico que leva à Áustria. Para saber mais sobre as atrações do lado austríaco, confira este site.

Vista do lado austríaco do Zugspitzen.Alemanha.Viajadora

A vista do lado austríaco do Zugspitzen

Quem curte esportes pode fazer trilhas nas montanhas durante o verão e, durante o inverno, além de trilhas na neve, também é possível esquiar e fazer snowboard! É importante saber que, entre a primeira estação lá embaixo até a última, lá em cima, existem outras seis estações, sendo que em todas dá para fazer alguma trilha. E ainda três delas, além da Zugspitzplatt, levam a pistas de esqui. O valor, claro, vai depender até qual estação você pretende ir!

Vista a partir do lado alemão do Zugspitzen.Alemanha.Viajadora

E a vista a partir do lado alemão do Zugspitzen

alto zugspitze

A Carol lá no alto

alto zugspitze

Que vista!!

Não deixe de visitar a cidade de Garmisch-Partenkirchen antes de voltar a Munique!

Caminhando apenas 10 minutos a partir da Estação Central, se chega ao centro de Garmisch-Partenkirchen, que é pequenininho mas muito charmoso, com a paisagem formada pelas casinhas tradicionais de fachadas pintadas e as montanhas nevadas ao fundo.

A paisagem em Garmisch-Partenkirchen.as fachadas decoradas e as montanhas com neve.Subida ao Zugspitzen

A paisagem em Garmisch-Partenkirchen: as fachadas decoradas e as montanhas com neve

Centro de Garmisch-Partenkirchen.Subida ao Zugspitzen.Viajadora

O centrinho de Garmisch-Partenkirchen

Outra dica valiosa é chegar cedo! Saímos de Munique às 6:32 da manhã e, assim, conseguimos pegar o Zahnradbahn às 8:15, sendo alguns dos primeiros a chegar na montanha! Curtimos a neve, tiramos fotos, subimos até o Zugspitze, tomamos nossa sopinha… tudo isso na maior tranquilidade. Quando descemos novamente ao Zugspitzplatt, o lugar já estava apinhado de gente!

Um bate-e-volta de Munique ao Zugspitze com certeza não é um dos passeios mais baratos, mas a encantadora cidade de Garmish-Partenkirchen, a estrutura no Zugspitze, a vista maravilhosa das montanhas e, para quem nunca viu neve, a experiência de ver nesse lugar tão bonito, com certeza fazem o investimento valer a pena!”


Sobre a autora:

carolina-kleinCarolina Klein é turismóloga de profissão e de paixão. Catarinense de Joinville, mora em Munique desde maio de 2017. A mudança de país despertou um hobby antigo: escrever. No blog kleincarolina.wordpress.com, relata sobre suas viagens e sua vida na Alemanha.

 

 


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