San Blas, Panamá: o Caribe que (quase) ninguém conhece

San Blas, Panamá: o Caribe que (quase) ninguém conhece

Imagine um lugar sem energia elétrica, sistema de esgoto, carros nem várias outras conveniências da vida moderna. Onde o banho é com canecas de água e a gente dorme em colchões encardidos em cabanas de bambu, com frestas por onde a luz do sol entra bem cedo e impede qualquer tentativa de sono após as sete da manhã. Agora imagine achar que isso pode, realmente, representar a ideia de vida no paraíso, de onde não se sente vontade de ir embora e os dias passam tranquilamente, como sempre deveria ser. Se você logo pensou que isso é impossível, é porque ainda não teve a chance de se encantar com o arquipélago de San Blas, joia ainda pouco conhecida do caribe panamenho, com ilhas de areia branquinha e águas com mais tons de verde e azul do que a mais moderna das versões do Photoshop poderia criar.

Com cerca de 370 ilhas ocupando uma área de 3.206 Km2 na costa do Panamá, San Blas, ou Kuna Yala (Terra Kuna, na língua indígena local), tem a peculiaridade de ser uma comarca independente controlada pelos índios Kuna. Com pouquíssima influência do governo nacional, oferece uma oportunidade única de vivenciar uma cultura que vem resistindo às influências do contato com o homem branco desde que Colombo chegou por lá, nos idos de 1502. As ilhas – apenas cerca de 50 habitadas – são de propriedade dos nativos, que ainda praticam escambo entre si, não têm nenhuma forma de linguagem escrita, vivem da pesca e procuram conservar ao máximo suas tradições, embora tenham se aberto ao turismo como uma forma de sustento.

Para chegar nessa localidade tão remota, as opções mais comuns são pegar um voo para algumas das ilhas, ir de barco ou encarar a enlameada estrada que vai da Cidade do Panamá até El Porvenir, capital da comarca. Essa foi a opção que escolhi, chegando depois de cinco horas sacolejando na traseira de um jipe de uma agência que oferecia o serviço de transporte de turistas. Dia cinzento e sombrio, embarquei em uma canoa motorizada rumo a Cartí Yadub, a ilha principal, onde a maioria da população mora e de onde saem passeios de barco com frequência. O visual não é dos melhores, podendo assustar o viajante desavisado: centenas de cabanas amontoadas, com chão úmido de terra batida, pouco espaço para a luz passar e lixo acumulado indo e vindo ao sabor da maré nas margens, bem perto dos “banheiros” – casinhas de madeira com buracos no chão, cujo conteúdo cai direto no mar. Desapontada ao ver isso, fiquei tensa com a perspectiva de ter de passar os cinco dias planejados lá. Rodei a pequena ilha tentando descobrir o que fazer, mas ninguém sabia dizer uma opção de outro lugar para ir.

chegada a Cartí Yadub, San Blas, Panamá

A chegada a Cartí Yadub, ilha mais povoada do arquipélago, é de arrepiar os cabelos! Foge de lá o quanto antes para as ilhas menores!

Depois de tentar, em vão, ligar para outras ilhas listadas no guia Lonely Planet, e no auge de pensamentos desesperados do tipo “chega de perrengue, da próxima vez eu vou pra Disney”, eis que surge Efrahin, índio kuna que dizia ter o lugar perfeito para mim. Conversa vai, conversa vem, combinei de ir para a Ilha Robinson, do cunhado dele, pagando apenas 20 dólares diários por lugar para dormir e três refeições. Embarquei na lancha esperando que ele não fosse um maníaco assassino e, após cerca de duas horas mar adentro, as águas foram começando a ficar mais tranquilas e a clarear e clarear, até atingirem o tom azul turquesa das fotos clássicas das praias caribenhas. Ao longe, uma ilhazinha, na concepção típica dos desenhos animados – pedaço de terra cercado de água por todos os lados e coberto de coqueiros – foi começando a aparecer e, minha empolgação, a aumentar à medida que nos aproximávamos.

Ilha Robinson, San Blas, Panamá

Terra à vista! Quedê o Sexta-feira? A Chegada na Ilha Robinson é emocionante!

Quando a lancha chegou à margem, o lugar era muito mais bonito do que eu jamais poderia ter imaginado. Águas quase transparentes banhavam uma praia tranquila de areia branca bem fina, com dezenas de coqueiros e muitos pássaros. Alguns viajantes nadavam e outros conversavam ou liam deitados na areia, enquanto crianças kuna brincavam nos arredores com uma dupla de cachorros vira-lata. Logo atrás, as barracas de bambu e telhados de palha onde os hóspedes e índios dormiam. Minha barraca era muito simples, só tinha duas camas dobráveis muito velhas e chão de areia, mas uma janelinha que dava direto no inesquecível mar caribenho. Amélio, o adolescente kuna que – com um nome bem propício – cuidava da comida e da arrumação do local, explicou que as refeições seriam servidas três vezes ao dia na mesa comunal, em uma tenda à beira mar; mostrou o banheiro, um vaso sanitário ao ar livre; e o “chuveiro”, uma tina d´água, com banho permitido uma vez ao dia.

Cabanas na ilha Panamá San Blas Isla Robinson

As casinhas dos índios e turistas na nossa ilha

san blas viajadora 5

Conforto não é exatamente a palavra para definir as instalações, mas aquela janela ali dá direto no mar do Caribe!

Barracas na Ilha Robinson San Blas Panamá

Você abre a janelinha e é isso aí que você ve. Nada mau, né?

san blas viajadora 1

Chuveirão roots (UPDATE: Isso foi há quase 3 anos. Amigos do site que foram lá em 2013 disseram que agora tem uma ducha e pode até tomar mais de um banho por dia! :) )

A sensação era de ter sido transportada para o cenário do filme A Praia, em que uma comunidade de mochileiros vivia isolada em uma praia paradisíaca. Os dias passavam calmamente, com o pessoal praticando mergulho livre, jogando bola, caminhando pela ilha, ou, simplesmente, conversando. A interação com os outros mochileiros, aliás, é fundamental para tornar a estada nas ilhas de San Blas inesquecível, pois além de a troca de opiniões e experiências com gente do mundo todo ser muito enriquecedora e divertida, a inexistência de energia elétrica torna as opções de lazer noturno bastante restritas. Mas quem não dispensa uma cerveja gelada pode se alegrar, pois em muitas ilhas, como a que fiquei, existe um único ponto de eletricidade a base de luz solar que permite que os índios vendam as famosas cervejas Balboa geladinhas (e outros artigos de primeira necessidade) em pequenos armazéns montados nas cabanas das famílias.

Paraíso na Ilha Robinson San Blas Panamá Caribe Viajadora Paraíso na Ilha Robinson San Blas Panamá Caribe Viajadora Praia Ilha Robinson San Blas Panamá Caribe Viajadora águas cristalinas Praia Ilha Robinson San Blas Panamá Caribe Viajadora

Passeio de Barcos San Blas Panamá Caribe Viajadora

Durante um dos passeios de barco pelas ilhas vizinhas

Thais descansando na rede San Blas Panamá Caribe Viajadora

Cabelo sem ver shampoo e pente há dias, andando descalça e de biquini o dia inteiro, nenhuma preocupação: é como os dias passam nas ilhas de San Blas

Os Kuna, em geral, são muito simpáticos e receptivos com os viajantes. Os da Ilha Robison, em que ficamos, faziam tudo o que podiam para agradar e tinham a maior boa vontade de, por preços tranquilos (geralmente U$ 10 ou 15), levar os turistas para passeios nas ilhas dos arredores, uma mais linda que a outra. Visitar as Ilhas Pelicano, Perro, Agujas e Isla del Diablo, mais famosas, é fundamental, mas é possível pedir ao barqueiro, também, que pare em ilhotas menores e menos conhecidas ou desabitadas, mas igualmente incríveis. Nas ilhas maiores, muitas vezes é possível almoçar e comprar artigos feitos com as chamadas “molas”, tecido artesanal típico da cultura indígena panamenha, com figuras que retratam a realidade que eles têm por ali, como peixes, aves, plantas e formas geométricas tão coloridas que deixariam Picasso impressionado. E por falar em tecidos, reparar nas roupas das índias é um espetáculo à parte: as mulheres usam no dia-a-dia uma vestimenta típica muito curiosa, que elas mesmas fazem, cheias de desenhos e cores. E muitos enfeites, como pulseiras, tornozeleiras e um piercing de argola no nariz que, de acordo com a cultura local, serve para protegê-las dos maus espíritos.

Thais no mar com nativos da Ilha Perro San Blas Panamá Caribe Viajadora

Toda feliz brincando com criancinhas Kuna nas ilha Perro, uma das mais famosas da região

Artesanato no Caribe San Blas Panamá Viajadora

Nas ilhas povoadas existem barraquinhas onde as índias vendem molas, artesanato típico da região

As ocasiões de contato com os moradores são excelentes para uma boa conversa, afinal, grande parte daqueles que lidam diretamente com os turistas fala espanhol e até arranha um inglês bastante compreensível. Isso porque, ao meu ver, muito mais do que dormir numa cama de campanha surrada ou tomar banho de baldinho, é esse intercâmbio com os locais que faz com que realmente tenhamos noção de como existem, mundo afora, pessoas com realidades completamente diferentes das nossas. E talvez, mais do que as praias surreais e toda a experiência de estar em um lugar completamente remoto, o que mais me marcou na viagem foi uma conversa com o jovem kuna Amélio (aquele que cuidava dos afazeres domésticos). “Mas afinal, o que vocês, turistas, veem de interessante nas nossas ilhas? É tudo igual, só água salgada e areia, não consigo entender”, ele me disse, para depois completar que boas mesmo são as cidades de onde viemos – e que ele provavelmente só vai conhecer pelas páginas das revistas -, cheias de prédios, carros, gente e barulho.

Como ficou tão claro naquele dia, é tudo, mesmo, uma questão de perspectiva. E o que pode ser melhor para mudar as nossas perspectivas de cidadão globalizado, metropolitano e cansado do dia-a-dia do batente, do que tirar uns dias de férias em um lugar que parece ter parado no tempo? Você vai ver que nem é tão difícil assim, e nada ruim, ficar longe do celular, do notebook e de todas as outras bugingangas que “facilitam” a nossa vida, mas que, ao mesmo tempo, trazem consigo aquela sensação de urgência tão exaustiva dos dias atuais. Sem falar no fato de que, para quem tem alguma disposição e está aberto a deixar o conforto um pouco de lado, é um jeito muito mais intenso e curioso de experimentar o verdadeiro Caribe, longe da muvuca e altos preços de outros destinos turísticos famosos, como Cozumel ou Aruba.

Uma experiência muito em conta e, definitivamente, inesquecível, seja pelas praias ou, simplesmente, para darmos mais valor àquela água quentinha que sai dos nossos chuveiros ou às inúmeras opções de coisas pra fazer da nossa cidade, que tanta falta faz para quem nunca teve e já nem consegue apreciar a beleza de uma praia deserta com água morninha.

Thais Freitas Viajadora em praia da Ilha Robinson San Blas Panamá

Que diazinho de praia mais medíocre! haha

Como chegar

– Para quem quiser ir pela estrada, no centro da Cidade do Panamá e em Casco Viejo (bairro mais turístico), existem várias agências que vendem a ida num veículo 4×4. Pergunte no seu hotel ou albergue que eles indicam. Aí eles te deixam em El Porvenir e você pega lá um barco para a ilha que quiser ir (é bom arranjar com antecedência). Se você combinar com o pessoal da Ilha Robinson, eles podem te buscar lá. Ou você pode ficar naquele lugar horroroso que é Cartí Yadub e de lá combinar passeios para as ilhas bonitas.

(Atualização em maio/2015: Nosso leitor Felipe De Souto esteve em San Blas em abril/2015 e mandou mensagem contando que a estrada que vai da Cidade do Panamá para El Porvenir (o portinho de onde saem os barcos para as ilhas) já está totalmente asfaltada. Com isso o tempo de viagem diminuiu para cerca de duas horas, o que facilitou bastante o acesso e, inclusive, permite voltar de San Blas de manhã e pegar o voo de volta para o Brasil ou outro lugar à noite. Bem mais prático agora!)

P1000276

Na volta, chegando em El Porvenir, os carros com tração 4×4 que levam o pessoal de volta para Cidade do Panamá

– Também é possível voar até as ilhas pela Air Panama e companhias menores ou, muito melhor, se tiver tempo, fechar um pacote num barco para velejar por entre as ilhas e dormir nele. Dá para fazer isso desde a Colômbia, e era o que eu mais queria ter feito, mas não tive tempo. Aconselho muito!

Onde ficar

Isla Robinson

Tel: +507 6721-9885

* Não tem site da ilha… porque lá não tem luz, computador nem outros luxos da vida moderna, né. Mas não é pra tanto: os índios andam com esse celular pra cima e pra baixo, pode ligar que não tem erro.

Robinson dono da Ilha Robinson San Blas Panamá

Olha aí a lenda: o próprio Robinson, em pessoa, que atende e trata muito bem os hóspedes da sua ilha

Umas observações:

  • Para aqueles que são frescos não apreciam frutos do mar, é interessante levar a própria comida, pois todas as refeições levam peixes ou lagostas recém-pescadas, acompanhadas de arroz e salada.
  • Lá não pega celular. Leve livros (de papel mesmo), baralho e outras coisas pra se entreter.
  • Se você achou esse esquema roots demais, existem hotéis chiques em algumas das ilhas. Não sei indicar nenhum, mas não é difícil achar no Google.

* Grande parte das fotos desse post são de autoria do nosso amigo Tom Alves, que é fotógrafo, viajador e também ficou na Ilha Robinson quando foi a San Blas. Para quem quiser conhecer mais do trabalho dele, vale muito a pena visitar o site  e seguir o perfil dele no Facebook. As fotos das viagens dele são animais, quem gosta de aventura e natureza não pode deixar de ver!


 

Comentários

38 comments

  1. Patricia Longo Tayão.

    Thaís, San Blás já está na minha wish list, e você colocando essas fotos lindas dá vontade de sair correndo e pegar o primeiro voo, eu que já não gosto muito de pentear o cabelo, iria adorar essa preocupação a menos!
    Abraços!

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Patricia, vale muito a pena visitar San Blas mesmo! As praias são deslumbrantes e a sensação de liberdade, de andar descabelada de biquini o dia todo, é uma delícia mesmo! 😀

  2. CAROLINE MAFFASSIOLI

    OI THAIS, ESTOU INDO PARA O PANAMA EM AGOSTO E TEREI UM OU DOIS DIAS VAGOS E GOSTARIA DE IR A SAN BLAS, EU IREI PELA ESTRADA MESMO, TU ACHA QUE EU CONSIGO CONHECER ALGUMA COISA?BJS

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Caroline! Olha, dois dias são muito pouco para ir a San Blas de carro. Considerando que você leva quase um dia todo pra ir, e outro pra voltar, o mínimo de tempo que acho que você precisaria para conhecer alguma coisa são 3 dias, porque aí você teria tempo pra tirar um dia para fazer um tour de barco pelas principais ilhas. Se você conseguir tirar mais um dia e dar uma esticadinha, vale muito a pena! beijos

  3. Marcela

    Oii Thais! Que linda a sua viagem!!
    Estou planejando ficar uns 5 dias em San Blas, e queria saber quais são as ilhas as quais podemos nos hospedar no esquema roots mesmo, nada de coisa chique! rsrs.. Voce ficou na Robinson né? Recomendaria alguma outra?
    Beijos!

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Marcela!! Que máximo, 5 dias em San Blas!! Você vai amar! 😀
      Então, ilha que eu conheço nesse esquema de hospedagem roots, pra indicar, só a Robinson mesmo. Sei que tem outras em volta e tudo mais, mas não sei como estão agora nem os contatos. O que eu mais gostei da Robinson foram os preços, muito em conta, e o pessoal era super simpático.
      A vantagem da região é que você pode ficar em qualquer ilha e fazer os passeios para as ilhas em volta, não precisa ficar mudando de uma ilha pra outra pra dormir. Isso acaba ficando prático, né! Minha dica é ir pra Robinson mesmo, que lá é garantido de você gostar e ser bem atendida (e meu amigo voltou de lá há pouquinho tempo e disse que tem até banheiro agora! haha).
      Me avisa se eu puder ajudar em mais alguma coisa! 😉
      Beijos

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Alexandre!
      Ficamos felizes em saber que você curtiu o site e, principalmente, que nossas dicas foram úteis para sua viagem. É sempre uma satisfação ter esse tipo de retorno!
      Se quiser escrever um relato sobre a sua trip para o site, com mais dicas e fotos, será muito bem-vindo! :)
      Beijos

  4. Cristiane Ramos

    Ola…adorei o seu post.
    Irei para o Panama em maio/2015. sera que chego bem por la ou pegarei muita chuva?
    a minha ideia é de fazer um day tour em San blas e depois um dia todo na Cidade do Panama e no terceiro tentar ir para Bocas Del Toro… e depois partir pra Costa Rica. O que você acha?
    sera que seria melhor dormir uma noite na ilha mesmo?

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Cristiane!
      Que bom que curtiu o post, fico feliz em saber! 😀
      Olha, achei esse seu roteiro de 3 dias no Panamá bem corrido… Veja… Bocas del Toro fica a uma hora de voo da Cidade do Panamá, e tem pelo menos 3 praias imperdíveis pra voce visitar, que ficam a distâncias de barco umas das outras. E a noite de lá também é muito legal, com vários bares e restaurantes bem gostosos. Por isso, acho que você precisaria de pelo menos dois dias pra conhecer direitinho a região. Eu fiquei uma semana e ainda sai achando que podia ter ficado mais, pra você ter uma ideia!
      Já San Blas, você pode até chegar rápido de avião, mas também acho que você, definitivamente, precisaria de pelo menos uma noite lá pra ver as ilhas com um mínimo de calma e vivenciar a experiência e dormir num lugar tão diferente.
      Sobre a Cidade do Panamá, achei bem sem gracinha, é mais pra quem curte boates e compras mesmo. Se esse for o seu caso, vale a pena ficar mais tempo lá…. Se não, em um dia você visita o Canal do Panamá e a região de Casco Viejo e depois já pode sair da cidade.
      Sei bem como é essa vontade de ver o máximo possível de lugares quando a gente viaja, mas é preciso pensar direitinho porque na correria a gente pode acabar visitando muitos lugares, mas não vendo nada direito. :)
      E quanto ao tempo, maio é um mês tranquilo… O clima no Panamá é bem estável, quente e ensolarado o ano todo, só outubro e novembro que são épocas mais chuvosas mesmo, mas nada que atrapalhe a viagem também.
      Ufa, falei à beça! Espero que essas informações sejam úteis pra você. Se tiver mais alguma dúvida, é só falar!

      1. Cristiane

        Demais sua ajuda. Estou analisando tudo certinho sim. Panama será exatamente isso que você disse, só estou dependendo do voo de ida… e aí estou na dúvida ainda sobre Bocas.. porque também acho que vai encarecer muito a viagem, pois até quero ficar uma noite em San Blas, mas só de pacote já seriam uns 150 dolares…. e meu lance além do tempo é a grana também que acaba sendo um problema. Mas muito obrigada mesmo pelas dicas! :-)

        1. Thaís Freitas
          Autor
          Thaís Freitas

          Ah, a falta de tempo, sempre ela! rs Bom, se puder dar uma esticadinha e ir a Bocas, não vai se arrepender. E sobre os valores, já pensou em ir por conta própria? Eu fiz a viagem toda organizando tudo sozinha la e foi bem tranquilo, e os preços para viajar no Panamá são bem em conta, o que facilita um pouco. Mas independente de quantos dias for passar em cada lugar, tenho certeza de que vai amar, o Panamá não tem erro! Boa viagem e divirta-se! 😀 beijos

  5. Laira

    Oi Thaís!
    Curto muito a forma como você escreve! É sempre ótimo ler os seus posts! Dá para imaginar direitinho como é o lugar. Super Parabéns!!!
    Adorei conhecer um pouco de San Blás no seu relato. Fiquei com muita vontade de ir. O problema é só que para esse estilo de viagem será difícil arranjar companhia! hehehe. To querendo ir para o Panamá no ano que vem, e gostaria de levar a minha filha, se for possível. Então vou pesquisar algumas opções de hospedagem mais estruturadas por lá! 😉
    Olha, pelo estilo de viagem que você curte, acho que você ia se amarrar em fazer um safari acampando em Botswana! Fiquei 14 dias acampando do sul ao norte do país, até chegar em Zâmbia. Dá uma olhada nos meus relatos: http://www.olhardeviajante.com.br/category/botswana/

  6. Thaís Freitas
    Autor
    Thaís Freitas

    Laira, que alegria saber que você curte os posts do blog! Isso vindo da autora de um dos meus blogs favoritos, me deixa toda orgulhosa! hehe 😀
    Realmente, ir com criança pequena nesse esquema roots para San Blas è complicado, mas existem ilhas mais tranquilas por la, com estrutura de hotel e tudo, que dizem que são ótimas. Você vai amar, aquilo sim è o Caribe paradisíaco de verdade!
    Bisbilhotei todos os posts sobre a África no Olhar de Viajante, até deixei um comentário la. Que sonho de safári, uma inspiração e tanto, viagem rùstica do jeitinho que eu gosto. Quando eu resolver fazer vou falar contigo pra pedir mais umas dicas!
    Beijos

  7. Solange Bragas

    OI Thais!!
    Mais uma que adorou o seu relato!
    Vim pesquisar sobre San Blass porque estou indo a Cuba via Panamá e me falaram que San Blass é paradisiaco (mas a pessoa que me falou ainda nao conhece).
    NO retorno de Cuba: pensei em chegar no Panama, conhecer a cidade – Canal do Panamá e a região de Casco Viejo , passar a noite, e no dia seguinte de manha sair pra San Blass. Passar 2 noites em San Blass e voltar para o RJ neste mesmo dia num voo noturno, que sai as 21h. Será que vale a pena a correria e é viavel marcar o voo de volta no mesmo dia que retornamos de San Blass ou é necessário dormir no Panamá? Ainda estou estudando a viagem e nao tenho nem reserva de voo mas tenho que correr porque as passagens vao ficando mais caras. Voce sabe quanto sairia essa viagem Panamá – San Blass pra minha familia com transfer, hopedagem por 2 ou 3 noites , e passeios

    Estou indo eu, marido e filhos (13 e 10 anos – menino e menina).
    Com crianca é melhor ir com algo ja acertado pra náo ter imprevistos. Voce sabe como faco para ver os hoteis mais estruturados que voce se referiu? E para resvervar na Robson como faco? Pensei em reservar 2 noites lá, Será que é muito pouco? Quantas horas sao de viagem de 4×4. Acaba que a viagem multiplicada por 4 sempre assusta o preco e por isso nao sei se vale a pena o luxo ou as 2 noites na Robson vai ser uma experiencia pra vida toda.
    obrigada viajadora!
    Bjs

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Solange!
      Que legal que você gostou do post e ficou animada para ir a San Blas!
      Então, sinceramente, acho que fica meio corrido pra você voltar de San Blas no mesmo dia pra Panama City e de lá já pegar o voo pro Brasil. Porque são umas 4 horas de viagem de carro, mais umas 2 de barco, então se acontecer qualquer imprevisto você perde o voo. O que eu faria seria dormir 2 noites em San Blas e, no terceiro dia, voltar pra Panama City, dormir lá e pegar o voo de volta no dia seguinte. Panama City não tem muuuita coisa pra fazer, então se você tem pouco tempo, acho tranquilo em um dia só conhecer o Canal do Panamá e a região de Casco Viejo, que é bem interessante.
      Sobre os lugares mais chiques para ficar em San Blas, eu não conheço nenhum para indicar, o jeito é buscar no Google mesmo. Eu acho que seria uma aventura e tanto você e sua família dormirem na ilha Robinson, mas tem que levar em consideração que é um lugar beeeem rústico, sem internet nem tv nem nada, então tem que ver se seus filhos iam ficar muito entediados ou se iam curtir essa aventura. Espero que os meus um dia curtam esse tipo de coisa! rs Eu achei o Panamá bem barato de uma forma geral, se você comparar com destinos como Miami e Europa, então acredito que não sairia muito caro pra vocês. O valor da diária na ilha Robinson, com as 3 refeições (simples e de frutos do mar) inclusas, era de US$20 por pessoa. Pra fazer a reserva, tem que ligar pra lá e combinar por esse telefone no final do post, o pessoal é super simpático!
      Bom, é isso! Essa viagem vai ser incrível! Aproveitem bastante e depois conte pra gente como foi! 😉
      Beijos

  8. leonardo

    Bom dia Thais, parabéns pelos posts.
    Estava querendo ir para San Blas, você conhece uma outra maneira de ir sem ser o jeep 4×4 ou os aviões pequenos ? Existe a possibilidade de ir de barco direto do Panamá ?
    Obrigado
    Sds

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Leonardo!
      Existe a possibilidade de ir de barco para San Blas sim. Não sei se exatamente de Panama City para lá (imagino que sim), mas conheço gente que já foi pra lá de barco desde a Colômbia (e morri de inveja! haha). Manda um email pra tours@sanblas-islands.com e pergunta, já vi anúncio deles em vários lugares e eles são especializados em transporte do pessoal pra San Blas de barco. Eles vão poder te ajudar! 😉
      Boa sorte e boa viagem!
      Bjs

  9. Victor Lossavaro De Almeida

    Oi thaís, estou indo agora dia 11 para o Panamá, e estou querendo ficar alguns dias em San Blas nas ilhas Robinson, você podeira me informar como chegar até la saindo de Panamá city, se da pra ir de carro e os valores?

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Victor!
      Como falei no post, dá para pegar um voo para algumas das ilhas, ir de barco ou ir de carro pela estrada que vai da Cidade do Panamá até El Porvenir, capital da comarca de San Blas. Na época em que eu fui (3 anos atrás), a viagem levava umas 5h porque a estrada era muito difícil, toda enlameada e esburacada. Se estiver assim até hoje, não dá para ir de carro normal, só 4×4. Por isso, o melhor é contratar os serviços de alguma agência de turismo na Cidade do Panamá, tem várias por lá em tudo que é canto. Não lembro quanto paguei pelo transporte de carro, mas as coisas no Panamá não costumam ser caras.
      Bjss

  10. Ana

    Thaís, muito bom seu relato! Parabéns! Fiquei na dúvida se vc foi sozinha….gostaria de saber sua opinião sobre ir sozinha para San Blas e Bocas. Li uns relatos que não tem como fechar as cabanas e que se fica muito vulnerável. Quando li seu relato, li e vi tanta coisa boa e nada falado sobre falta de segurança…mas mesmo assim resolvi te perguntar 😉 bj Obrigada

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Ana!

      Que legal que curtiu o post! :)

      Então, eu fui nessa viagem com um ex-namorado, mas lá na Ilha Robinson tinham algumas pessoas que estavam viajando sozinhas, sendo duas delas mulheres. De fato, a cabana era de palha e a porta bem fraquinha, qualquer um que desse uma forçada poderia abrir. Como eu não viajo com praticamente nada que valha a pena roubar (só o cartão, um pouco de dinheiro, uma câmera mequetrefe e minha honra), nem me preocupei muito com isso. Achei os índios e o pessoal lá muito tranquilos e amigáveis, nada ameaçadores, e imagino que as outras meninas que estavam lá tenham se sentido assim também. As coisas podem até ter mudado, mas na época era bem tranquilo para uma mulher ir sozinha sim, inclusive fizemos vários amigos lá na ilha com as outras pessoas que estavam viajando, foi bem divertido.

      Já Bocas Del Toro é uma cidadezinha com umas poucas ruas principais onde ficam as pousadas, bares e restaurantes. Nos falaram para não entrar muito nas outras ruas menos concorridas porque havia perigo de assalto, e respeitamos isso, até porque não tinha nada para fazer nelas. Fiquei uma semana lá e não vi problema nenhum. Acho que é um lugar legal para viajar sozinha, porque tem muitos bares bem animados, cheios de surfistas (gatos! haha) e americanos querendo curtir, dá para se divertir bem (eu fui no final de janeiro). Se você tomar os cuidados normais que tomaria no Brasil (principalmente se for do Rio rs), vai se sair bem lá, achei a cidade muito gostosa. Os passeios de barco para as praias são em grupo, então você só ficará sozinha se quiser. Adorei Bocas, as praias são maravilhosas e o clima da vila é muito leve e ensolarado, super recomendo e acho que você vai gostar!

      Então é isso: vai na fé, não leve muita coisa cara para não ter de se preocupar demais com as posses e tenha os cuidados normais que seus pais te recomendariam (não aceite bebida de estranhos, não use drogas pesadas, não ande sozinha em lugares ermos, etc). Você vai viver dias incríveis no Panamá. Aquele lugar é um paraíso, achei as praias mais bonitas que as da Tailândia e Indonésia, pra vc ter uma ideia! 😉

      Boa sorte e se tiver mais alguma coisa em que eu possa ajudar, é só falar!

      Beijão!

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Re!

      Fico feliz em saber que curtiu o post! Obrigada pelos elogios! :)

      Sobre a melhor época para visitar, as organizações de turismo locais dizem que é de dezembro a março, época que é considerada a estação seca. Nos outros meses a chuva é intermitente e não chega a atrapalhar, e a temperatura é sempre alta (entre 25°C e 35°C), então acho que dá para ir tranquilamente em maio. Eu fui no final de janeiro e peguei um pouquinho de chuva, mas não atrapalhou em nada o passeio!

      Boa viagem e aproveita muito esse lugar maravilhoso! E se puder dar uma esticada pra Bocas del Toro, vai na fé porque lá também é muito bom! 😉

      Beijão

      Thaís

  11. Simone Alves

    Olá! Antes de tudo parabéns pela linda viagem! Gostaria de saber qts dias são necessários para conhcer tudo em San Blas, todas as ilhas possíveis, inclusive Cayos Holandeses! E Bocas Del Toro, o q seria? Da p fazer de San Blas tb? Bjs

  12. Thaís Freitas
    Autor
    Thaís Freitas

    Oi, Simone!

    Legal que gostou do post! :)

    Olha, conhecer todas as ilhas de San Blas é complicado, porque como comentei no post mesmo, são cerca de 370 ilhas. rs Eu não fui a Cayos Holandeses, mas te diria que uns 3 ou 4 dias em San Blas são suficientes para visitar as principais ilhas de lá e ainda algumas menores que possam vir a te chamar a atenção lá na hora. Mais tempo do que isso acho que começa a ficar repetitivo, não só porque as ilhas são pequenas e parecidas, mas também pelo fato de que as acomodações são bem rústicas por lá, e por isso um pouco cansativas depois de um certo tempo.

    Bocas del Toro é uma outra área turística do Panamá, mais distante, fica a uma hora de voo da Cidade do Panamá. Não dá para ir de San Blas direto. É uma vilazinha cercada de praias maravilhosas, com muitos restaurantes legais e um clima praiano ótimo. Passei uma semana lá e amei, super recomendo!

    Bjs

  13. juliana

    Olá Thaís!

    Muito grata pela sua gentileza!

    Gostaria de ir a San Blás sozinha, pra descansar, meditar e curtir a natureza. Vc acha que é seguro??

    Vc indica alguma agência que organize a logística do roteiro pra ter uma segurança maior?
    obrigada!!!!

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Juliana!

      Eu fui nessa viagem com um ex-namorado, mas lá na Ilha Robinson tinham duas mulheres viajando sozinhas. A cabana era de palha e a porta bem fraquinha, qualquer um que desse uma forçada poderia abrir, mas achei o clima bom e não me preocupei com a segurança. Achei o pessoal lá muito tranquilo e amigável, e imagino que as outras meninas que estavam lá se sentiram assim também. As coisas podem até ter mudado, mas na época era tranquilo para uma mulher ir sozinha sim, inclusive é muito legal fazer amizade com os outros viajantes que estiverem por lá também. Acho que é só questão de tomar aqueles cuidados normais que as mulheres viajando sozinhas devem tomar em qualquer lugar, que dá para você curtir bem essa viagem.

      Infelizmente não tenho agência para indicar porque decidi tudo sozinha e por conta própria quando estava lá. No centro de Panama City tem várias agências, mas não conheço nenhuma específica.

      Boa sorte e me fala se eu puder ajudar em alguma outra coisa! :)

      Beijos

      Então é isso: vai na fé, não leve muita coisa cara para não ter de se preocupar demais com as posses e tenha os cuidados normais que seus pais te recomendariam (não aceite bebida de estranhos, não use drogas pesadas, não ande sozinha em lugares ermos, etc). Você vai viver dias incríveis no Panamá. Aquele lugar é um paraíso, achei as praias mais bonitas que as da Tailândia e Indonésia, pra vc ter uma ideia! 😉

      Boa sorte e se tiver mais alguma coisa em que eu possa ajudar, é só falar!

  14. Felipe de Souto

    Oi Juliana,

    Estive em San Blas nos dias 21, 22 e 23 de abril, com minha esposa.

    Totalmente seguro. Tenho todas as informações para te passar, basta mandar um email ou me add no face, e vamos conversando

    Felipe de Souto

  15. Felipe de Souto

    Thais, permita-me acrescentar uma informação acerca do transporte até San Blas, já que é pergunta frequente da galera. Estive em San Blas nos dias 21, 22 e 23/04 (dias atrás) com minha esposa, e o caminho até a Porto (local onde se vai até as ilhas de barquinho) está totalmente asfaltado.
    Levamos mais ou menos 2 horas do centro da Cidade do Panamá até o Portinho.
    No retorno para a cidade ocorreu tudo tranquilo, sendo que a empresa de turismo já nos aguardava no Portinho, e outras 2h para chegar ao Bairro onde estava hospedado (cheguei pertinho do meio-dia).
    Quem tem voo somente a noite para o Brasil, é perfeitamente possível sair de San Blas na parte da manha…
    Forte abraço!

    Felipe

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Felipe!
      Obrigada pela mensagem, bom saber que as coisas estão melhorando para quem quer viajar por San Blas (só espero que não melhorem demais a ponto de estragar a graça rústica de lá…rs). Coloquei uma atualização no post com a sua informação sobre a estrada, os leitores vão gostar. Muito obrigada pela ajuda! :)
      Beijos

  16. Erick Brown

    Somos jóvenes oriundos de las islas de San Blas, Nos hemos dedicado a organizar excursiones desde el año 1996 hasta el sol de hoy.

    Hoy somos un equipo humano proactivo, Nos gusta lo que hacemos y ponemos lo mejor de cada uno en nuestra tarea. Panamá 66987602

  17. sayonara

    Olá Thaís ! Nossa realmente encantada com seu post sobre San Blás.Estou pensando em ir com meu marido e filhos para passarmos uma semana.Queremos alugar um barco para ficarmos vc teria alguma agência pra indicar???

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>