Quantos dias ficar e o que fazer em Bangkok

Quantos dias ficar e o que fazer em Bangkok

Uma das grandes dúvidas que eu tinha quando comecei a pesquisar sobre a minha viagem pela Tailândia era quantos dias ficar e o que fazer em Bangkok. Ouvi e li muitas opiniões sobre a capital tailandesa e a conclusão a que cheguei foi de que ou as pessoas amam, ou odeiam a cidade: não existe um meio termo. Uns me recomendaram apenas chegar e sair de lá “o mais rápido que eu pudesse”, outros, como a própria Thaís, amaram tanto que recomendaram no mínimo uma semana na cidade. Como não consegui um consenso, acabei ficando com o meio termo, pois estava convencida de que teria mesmo de ir lá para poder tirar as minhas próprias conclusões.

Eu não tinha muitos dias de viagem (como contei neste post), então acabei sendo forçada a fazer alguns cortes no roteiro como um todo e para Bangkok reservei 3 dias: o dia da chegada, o seguinte e um dia no final da viagem, logo antes de voltar para o Brasil. No fim das contas, ficamos no time dos que amaram Bangkok <3 e acabamos voltando mais cedo das praias para ficar um dia a mais por lá. Com isso foram 4 noites no total. Neste post vou falar um pouco sobre o que fiz e conheci na cidade, e num próximo post, escreverei sobre o que deixei de fazer e que me dá ainda mais motivos para voltar para a Tailândia.

O que fazer em Bangkok

Passeios com tigres e elefantes, show de cobras, estádios pra ver luta de Muay Thai de verdade, escolas com aulas de culinária tailandesa, Thai massage, mercados e mais mercados de rua, mercados flutuantes, Chinatown, bares incríveis no alto de arranha-céus, shoppings super modernos e templos, muitos templos. Bangkok é daquelas cidades que tem de tudo e, quando se tem poucos dias, é preciso abrir mão de algumas coisas que se gostaria de ver. Infelizmente foi o meu caso e precisei escolher o que considerei imperdível visitar em minha passagem por lá. O que escolhi conhecer foi o seguinte:

Grand Palace e o Wat Phra Kaew

Se tem um lugar que não pode ficar de fora de nenhum roteiro por Bangkok, é o Grand Palace, um complexo murado enorme, construído em 1782 e residência da família real tailandesa por 150 anos. Dentro do complexo existem inúmeras construções, uma mais linda do que a outra, incluindo o Wat Phra Kaew, mais conhecido como Templo do Buda de Esmeralda, o templo mais sagrado e cheio da Tailândia, com uma energia incrível.

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Um dos lados do muro e o Grand Palace lá dentro

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O lindo Wat Phra Kaew e muuitos turistas

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Cada pedaço do Wat Phra Kaew é impressionente, seja de longe…

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…ou de pertinho!

Visitamos o Grand Palace em pleno Songkran, o ano novo tailandês (expliquei tudo neste post aqui) e foi muito legal observar os tailandeses em um momento religioso tão importante e poder participar de alguma forma. Pena que a nossa visita acabou sendo mais rápida do que gostaríamos, por alguns motivos: 1) fomos até lá no dia que chegamos, depois de 28 horas de viagem, 2) estava um calor fenomenal e 3) tinha muita, mas muita gente lá. Quando eu li nos blogs que lá era cheio, não pensei que pudesse ser tão cheio, por isso, quando você for planejar a sua visita, chegue bem cedo, para pegar uma temperatura menos quente e ver o complexo com menos gente, o que deixa qualquer lugar mais bonito.

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Construções incríveis para todos os lados no Grand Palace

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Tudo cheio de detalhes!

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Dá para passar um dia inteiro por lá e ainda assim não ver todos os detalhezinhos

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Lindo!

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<3

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Jardins e muito sol na cuca

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Mais Grand Palace

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Dá vontade de não parar de tirar foto!

O Grand Palace abre diariamente de 08h30 às 15h30, exceto em dias de cerimônias oficiais, e fica ao lado do Rio Chao Phraya, a poucos minutos a pé da Khao San Road. O preço da entrada é alto comparado com os gastos que se tem em Bangkok, 500 bahts por pessoa (pouco menos de 50 reais). Não se pode estar de ombros e nem pernas de fora: homens têm que ir de calça e mulheres até podem estar de saia/bermuda, desde que os joelhos estejam cobertos. Os mais relaxados não precisam se preocupar, pois há pessoas alugando roupas/panos na entrada. Uma dica importante é ir de chinelo. Não é necessário estar de sapato fechado (sofro só de imaginar o calor que seria) e a cada templo que você quiser entrar vai precisar entrar descalço.

Wat Pho e o Buda Reclinado

Este templo também é muito importante e está no roteiro de quase todos que conhecem Bangkok. O Wat Pho fica pertinho do Grand Palace e dá pra ir andando pra lá da Khao San Road também – leva uns 20 minutos, nós fizemos isso e adoramos a aventura. Aliás, atravessar as grandes avenidas de Bangkok também deve estar no roteiro de qualquer turista e nos rendeu boas risadas. Tuk-tuks, motos, carros, ônibus – todos ao mesmo tempo e para todos os lados, em todas as direções. Notamos que as motos devem seguir uma outra lei de trânsito (haha!) e que para atravessar uma rua sem sinal é só tomar coragem e ir. É um caos delicioso e que me faz lembrar de Bangkok com um sorriso aberto.

Bom, mas voltando ao assunto, o Wat Pho é um dos maiores e mais antigos templos da cidade, com origem no século XVI. É lá que fica o famoso Buda Reclinado, de 46 metros comprimento e 15 de altura, todinho banhado a ouro e com detalhes em madre-pérola.

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O Buda Reclinado é tão grande, que é difícil encontrar ângulo para fotografar

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Os pés, com 3 metros de altura por 4,5 de largura e detalhes em madre-pérola

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Difícil é conseguir uma foto boa com tanta gente por ali (m-e-d-o dessa menininha na esquerda)

Lé dentro é possível fazer uma doação de 20 Bahts e pegar um potinho com 108 moedas e despejar cada uma em um dos potes de bronze. Segundo a crença, isso atrai sorte :)

Lá dentro é possível fazer uma doação de 20 Bahts e pegar um potinho com 108 moedas e despejar cada uma em um dos potes de bronze. Segundo a crença, isso atrai sorte :) obs.: este roupão lindo não é meu. É o que eles emprestam para quem não está vestido do jeito certo.

Muita gente vai até lá só para ver o Buda Reclinado, mas o Wat Pho tem muito mais a mostrar. É lá que está a maior coleção de imagens de budas do país: são mais de mil espalhadas pelo complexo. Além disso, por lá existem quase cem estupas, chedis ou pagodes, contruções lindas que são túmulos de reis e de pessoas importantes no budismo. E cada uma guarda as cinzas de uma só pessoa, bem legal. Vale a pena reservar um tempo para ver o complexo com calma e admirar cada pedacinho de lá.

No jardim do Wat Pho funciona a primeira faculdade da Tailândia – a Thai Tradicional Medical and Massage School – e lá se pode fazer uma das melhores massagens do país. Eu não tive tempo de fazer, mas acho que vale muito a pena reservar um tempinho para uma massagem maravilhosa por ali.

Como visitei Bangkok em pleno Songkran, o clima no Wat Pho era de festa e celebração religiosa. Ali pude sentir a nergia deste momento especial para os tailandeses e pude ver o templo todo decorado para a ocasião. Tinham barraquinhas de comidas esquisitíssimas, apresentações de dança, barracas de doações, monges pra lá e pra cá e muita tradição tailandesa. Talvez por isso o Wat Pho tenha sido o meu templo preferido e eu recomendo muito a visita.

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Bandeirinhas pra todo lado no Wat Pho durante o Songkran

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Algumas estopas, construções maravilhosas!

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Cantinhos do Wat Pho

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<3

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Budas dourados

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Nós!

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Muitas barraquinhas

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com comidas e bebidas esquisitérrimas

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Mais Wat Pho enfeitado no Songkran

 

O complexo abre de 08h às 17h (as massagens vão até às 18h) e a entrada custa 100 bahts por pessoa (menos de 10 reais) e ainda dá direito a uma garrafinha de água de graça (santa garrafinha gelada). Lá não é preciso se preocupar em ir de calça nem cobrir os ombros, então pode ir de regata e de short. Em alguns lugares específicos eles emprestam roupa na entrada para as mulheres vestidas inapropriadamente, como no templo do Buda Reclinado, por exemplo, e em um outro em que entrei e precisei colocar uma saia longa.

Wat Arun, o templo do amanhecer

O templo do amanhecer, como é mais conhecido o Wat Arun, é um dos maiores cartões postais da cidade. Ele fica às margens do rio e é lindo de se ver de longe também, do outro lado do Chao Phraya, especialmente ao amanhecer ou entardecer. As torres do templo são todas decoradas com conchas e pedaços de porcelana colorida e do alto delas tem-se uma vista incrível da cidade. Infelizmente não demos sorte porque o Wat Arun estava fechado para reformas – e ficará assim até meados de 2016. Se este não for o seu caso, não deixe este templo de fora do roteiro, neste post aqui do pessoal do 360 Meridianos, você pode ver como deve ser lindo tudo por lá. O Wat Arun abre de 08h30 às 17h30 e a entrada custa 50 bahts.

O Wat Arun visto do outro lado do Chao Phraya (Foto: wikicommons - Diliff)

O Wat Arun visto do outro lado do Chao Phraya (Foto: wikicommons – Diliff)

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O espetáculo do templo no anoitecer (e amanhecer) (Foto: ships-wallpapers.com)

Wat Arun em obras, como eu vi :/

Wat Arun em obras, como eu vi :/

 

Compras no Central World Shopping

Uma viagem para a Tailândia não é exatamente uma viagem de compras, mas desde que ficamos sabendo que Bangkok é um ótimo lugar para se comprar eletrônicos, o Diogo foi logo tratando de pesquisar lojas de guitarra para incluir no roteiro. Foi aí que descobrimos o Central World, por causa de uma super loja de música que ele queria conhecer e que vende coisas que são quase impossíveis de encontrar no Brasil. Entre tantos shoppings acabamos indo parar em um dos maiores shoppings da Ásia e do mundo e lá ele acabou encontrando não só uma, mas muitas lojas de instrumentos musicais. O Central World fica no Siam, perto de todos os outros shoppings famosos, como o MBK Center e o Siam Paragon, e lá é possível encontrar de tudo um pouco, desde artesanato a lojas de roupa, decoração, esporte e imensas lojas de departamentos, sem falar nas muitas opções de restaurantes e até uma pista de patinação no gelo. O Central World é imperdível, super moderno e diferente dos shoppings a que estamos acostumados no Brasil. De loja em loja, com tanta coisa diferente, nem vimos o tempo passar – e olha que não somos nem um pouco pessoas de shopping.

O Center World fica aberto de 10h às 22h e dá pra chegar lá de Skytrain ou de taxi. O táxi (com o taxímetro ligado) desde a Khao San Road e depois voltando para lá dá em torno de 120 bahts (menos de 12 reais) por trecho.

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(Foto: tourist.cpn.co.th)

A tal loja e o Diogo que nem peru tonto rsrs

A tal loja de instrumentos musicais e o Diogo maluco lá dentro!

Não resisti em tirar uma foto com o Ronald cumprentando em tailandês - "sawasdee haa"

Não resisti em tirar uma foto com o Ronald cumprimentando em tailandês – “Sawadee haaaa!”

 

Khao San Road

A rua mais querida pelos mochileiros mundo afora é super polêmica: lá tem show erótico, prostitutas, os /as famosos(as) lady boys, música alta, muito mais turista do que tailândes, barraquinhas de tudo que você possa imaginar – de massagem, comida, insetos comestíveis, roupas, documentos a serem falsificados e de réplicas “same same, but different” de quase tudo. Há quem vá até ali só conhecer e também quem escolha se hospedar por ali, no coração da muvuca. Apesar de gostarmos de sossego, não queríamos só passar pela Khao San para conhecer, então decidimos nos hospedar por ali mesmo, no meio da bagunça, só que numa rua ao lado, bem bonitinha e longe o suficiente da barulheira da Khao San: a Rambuttri Road. E foi ótimo poder ficar mais tempo na região! Adoramos aquele clima louco, estávamos perto de muitas das atrações que queríamos ver e adoramos o hotel que escolhemos, o Rambuttri Village Plaza – que é super bem localizado e tem um preço quase inacreditável. Além de estarmos no meio da guerra que foi o Festival da Água – o Songkran, Ano Novo tailândes que aconteceu bem nos dias que ficamos por lá. Que a Khao San é imperdível quem viaja para Bangkok já sabe, mas eu recomendo muito se hospedar por lá. Nós adoramos!

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Khao San Road no entardecer, ainda tranquila – gostei muito do clima neste horário, vale a pena dar um passeio antes da noite começar

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Tem barraquinha de tudo na Khao San Road, inclusive de documentos! haha

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Massagens de um lado e restaurante do outro

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O prato mais tradicional da Tailândia, Pad Thai, só que bem baratex nos carrinhos de comida, tipo 3 reais

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Esses eram mais caros….

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O Rambuttri Village Plaza e seu restaurante visto da rua Rambuttri. Amamos esse hotel!

Afinal, quantos dias ficar em Bangkok?

É bem difícil indicar uma quantidade de dias ideal para conhecer Bangkok, porque isso realmente vai depender do tipo de viagem que se busca e do número total de dias no país. Quem gosta de grandes cidades vai adorar reservar mais tempo de viagem para ficar por lá, mas quem gosta mais de natureza pode preferir priorizar os dias nas praias e no interior do país. De qualquer maneira, na minha opinião, Bangkok pede um mínimo de dois dias inteiros, sem contar com os dias da chegada e da partida. Eu fiquei 4 noites, com dias quebrados entre chegadas e partidas, e acabei não conseguindo conhecer muita coisa, então acho que se tivesse mais tempo de viagem, reservaria pelo menos 4 dias inteiros para a cidade, pra dar pra conhecer mais coisa e com calma, o que também considero muito importante.

E você? Conhece Bangkok? Recomenda mais ou menos dias? Deixe sua resposta e suas dúvidas nos comentários, vamos adorar saber. :)


-> Confira hotéis em Bangkok clicando aqui.

-> Confira hotéis em Bangkok, na região da Khao San Road clicando aqui.


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Ayutthaya, Tailândia: o que você precisa saber para visitar

Trem noturno de Ayutthaya para Chiang Mai

Onde ficar em Bangkok: Rambuttri Village Hotel

Songkran: a experiência de participar do festival da água na Tailândia

Songkran: como é celebrado o ano novo na Tailândia.

Planejando uma viagem pela Tailândia: dicas de roteiro, o que levar, aonde ir…

10 razões para visitar Phuket quando for à Tailândia

Full Moon Party em Koh Phangan: Reveillon inesquecível na Tailândia

Tailândia: O que fazer em uma semana em Koh Phi Phi

E mais sobre o Sudeste da Ásia, se for esticar: 

Mini-cruzeiro em Halong Bay, Vietnã: inclua em seu roteiro no Sudeste da Ásia

Kopi Luwak: experimentando o café mais caro do mundo em Bali

Indonésia: uma semana de alegria nas Gili Islands

Para ler: Histórias reais de fantasmas de Singapura

Livro de viagem (apesar do título): “Primeiro eles mataram meu pai” (sobre o Camboja)


 

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