Faz um ano que deixei a minha “boa” vida de empresária

Faz um ano que deixei a minha “boa” vida de empresária

Lembro direitinho do momento em que eu e duas colegas de trabalho decidimos abrir o nosso próprio negócio. E de como, em um bar em Botafogo, selamos a parceria, tão sonhadoras e inexperientes em tudo que dizia respeito a empreender no Brasil. Mal imaginávamos que aquela noite quente de novembro de 2008 seria o início de uma aventura que nos traria muitos altos e baixos, momentos inesquecíveis e um aprendizado que vai bem além do que a experiência como funcionárias em qualquer lugar poderia nos trazer.

Parece que foi ontem quando penso no que passamos para tocar nossa empresa, e o orgulho que sinto quando vejo como crescemos e as mulheres corajosas que nos tornamos. Uma memória tão recente, que hoje me choquei ao perceber que já faz um ano que deixei para trás tudo que construímos para dar um novo passo na minha carreira e na vida. E decidi escrever este texto para, quem sabe, usar a minha experiência no processo do desapego para encorajar quem estiver na dúvida se abandona ou não a estabilidade para tentar ser mais feliz. Vamos lá:

Quando você começa uma empresa do zero, ela se torna você

Tanto eu quanto minhas sócias sempre fomos pessoas extremamente responsáveis, esforçadas e motivadas. Daquelas que quando se dedicam a um projeto, mergulham de cabeça e fazem tudo para que dê certo. Acho que foi por isso que tivemos sucesso trabalhando juntas. E foi por isso, também, que assim que abrimos nossa agência de comunicação corporativa, ela imediatamente se tornou a filha exigente de três mães superprotetoras. Passamos a fazer tudo pela empresa e a comemorar cada progresso – um novo cliente, a compra de um equipamento, a chegada do primeiro funcionário – como uma vitória pessoal. Quando nos perguntavam quem éramos e o que fazíamos, a resposta quase imediata era falar sobre a nossa empresa e de como ela havia se tornado o centro das nossas vidas.

Nosso primeiro escritório, caindo aos pedaços, foi em um lugar bem ruim da cidade, mas a gente sentia uma alegria enorme por estar instaladas e cuidava dele como da nossa casa. Cada uma comprou o seu computador e o proprietário da sala emprestou as mesas. A maior parte dos equipamentos foi doada pelos nossos pais. Como nós três éramos toda a equipe, o trabalho era mão-na-massa o tempo todo e a interação com os clientes e a imprensa, algo que eu adorava, total responsabilidade nossa. Assim como a quantidade de trabalho, nossa retirada aumentava mensalmente a cada nova conta que conquistávamos, e cada resultado era uma alegria. Até que o volume de atividades atingiu um ponto em que não dávamos mais conta sozinhas.

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Eu (toda desconjuntada) com 23 anos, em 2008, na primeira foto tirada na empresa. O escritório era velho, mas era nosso, e como eu adorava!

Veio o primeiro estagiário. Depois o primeiro funcionário contratado com carteira assinada. A mudança para uma sala maior e a necessidade de delegar nossas tarefas diárias para uma equipe formada por gente que tínhamos de selecionar e liderar. E demitir também, quando não dava certo. O momento em que passamos a falar com os clientes só em reuniões mensais ou para resolver problemas. O aumento do estresse e das demandas da administração. A chegada àquele ponto em que a relação entre os sócios vai de amizade a basicamente profissional. Quando eles viram catalizadores dos pepinos que acontecem no cotidiano da empresa, desde cuidar dos aspectos financeiros até administrar problemas na equipe e decidir a quantidade de papel higiênico a ser comprada por mês. As tais dores do crescimento, o momento em que ou a empresa fica para trás, ou cresce de verdade. E no meu caso, o momento em que o sonho do empreendedorismo deixou de ser o meu bebê para se tornar algo que eu já não reconhecia mais.

O ponto decisivo em que você vê se o negócio é para você ou não

Não consigo pensar em nenhuma empresa que tenha crescido de verdade sem perder (pelo menos um pouco) o toque pessoal dos sócios. Afinal, a gente só dá conta até um ponto, depois é preciso aprender a delegar e apenas direcionar e supervisionar as atividades para garantir que tudo funcione. É o momento em que os líderes se destacam e quem tem jeito para o negócio pode se sair muito bem. Pequenas empresas viram franquias, negócios que cresceram do zero viram impérios. Mas e quando você percebe que sua empresa pode até conseguir crescer bem, mas nada disso te faz feliz?

Não lembro exatamente o momento em que me desencantei com o negócio, foi um processo. Um misto de ter cada vez mais aborrecimentos com deixar de fazer o que eu gostava na minha profissão para assumir tarefas que eu detestava. Só sei que apesar dos benefícios que a empresa me proporcionava – trabalhar perto de casa, ter uma renda digna, fazer meus próprios horários – nada mais me agradava, e levantar todo dia para trabalhar virou uma tortura. Quando comecei a sentir vontade de chorar quando chegava ao escritório e a passar todo o dia com dor na mandíbula de tensão, foi que eu me dei conta de que as coisas não podiam mais ficar daquele jeito. Mas daí a ter coragem de parar de me lamentar e deixar tudo para trás não foi nada fácil.

Fiquei meses fermentando a ideia na minha cabeça, em um processo parecido com quando a gente é adolescente e morre de medo de terminar com o primeiro namorado. Criei cenários que envolviam a possibilidade de nunca mais arranjar um emprego na minha área; de que outras empresas não iam querer me contratar por acharem que eu não saberia mais trabalhar sob supervisão; de largar a minha empresa e só então descobrir que eu gostava dela de verdade e me arrepender para sempre, e por aí vai. E como se isso não bastasse, também sofria por antecipação de imaginar como minhas sócias reagiriam quando eu desse a notícia, e se nosso “divórcio” seria pacífico ou litigioso.

Até o dia em que eu tomei coragem e, depois de muito sofrer, contei. Para as sócias, para os meus pais, para o mundo. E aí? Ninguém se surpreendeu. Todo mundo já tinha percebido que meu coração não estava mais lá, por mais que eu achasse que conseguia disfarçar.

Combinei com as sócias como faríamos com a minha parte na sociedade, como elas tocariam a agência e que eu ficaria mais algumas semanas para fechar pendências e sairia no último dia do mês. E foi o que fiz: às 19h do dia 31 de julho de 2014, entreguei minhas chaves, catei o que estava na minha mesa, dei uma última olhada no escritório, um “até logo” para o pessoal e fechei a porta como parte da empresa pela última vez. Eu estava apavorada, mas a vontade de chorar, agora, era de alegria: a sensação de finalmente tirar a montanha que eu carregava das costas. A dor de estômago que me acompanhava há semanas passou quase imediatamente. Nessa noite tomei uma garrafa de vinho, e dormi um sono tranquilo que eu não dormia há mais de dois anos. Sem trabalho, sim, mas livre de um pesar que há muito me afligia.

A vida da gente pode virar de cabeça para baixo no período de um ano

Depois que saí da empresa, estudei muito, viajei, me dediquei a descobrir o que queria fazer, me mudei com o namorado, arranquei meia dúzia de fios de cabelo por ansiedade (só para não perder o costume) e, no fim das contas, depois de avaliar minhas chances de trabalhar com agricultura orgânica no interior do Brasil ou ajudar na manutenção de um hotelzinho na Namíbia, decidi vir fazer uma pós-graduação e recomeçar a vida no Canadá. No começo de janeiro já estava assistindo às aulas em um college em Vancouver.

Hoje, apenas um ano depois, a sensação é de que vivi muito mais do que 12 meses nesse tempo. Aquilo que dizem, de que o tempo passa diferente quando você sai da sua zona de conforto é a mais pura verdade. Quando eu estava infeliz no meu negócio, desanimada e fazendo sempre a mesma coisa, o tempo passava e o ano acabava sem eu perceber. Mas neste último ano tanta coisa aconteceu, que parece que faz anos que eu deixei a empresa. Muitas vezes, até, parece que tudo foi um sonho e eu mal estive lá. Com toda essa experiência – desde o processo de aceitação até finalmente ter a coragem de abandonar o que criei e vir morar em outro país – tanto mudou em mim que eu já nem me sinto mais a mesma pessoa. E aprendi tanto nesta nova fase, que hoje me sinto pronta para encarar qualquer desafio e a mudar de novo quando for preciso. Algo incrível para mim e que realmente me enche de orgulho, porque o medo do futuro e o apego sempre me provocaram muito sofrimento, e eram coisas que eu duvidava ser capaz de superar. Mas é possível, e quando você dá o primeiro passo, a roda do mundo gira e você vê que foi mais fácil do que imaginava.

O que aprendi quando deixei o meu negócio e decidi recomeçar 

Tem coisas que a gente sempre ouve falar, mas só aprende mesmo na prática, quando está no olho do furacão. O que escreverei aqui pode soar como um monte de clichês para você – como soava pra mim – mas foi o meu principal aprendizado neste ano cheio de mudanças, e se tornaram verdades que levarei comigo para sempre:

Não é porque uma coisa funciona para a maioria, que vai funcionar pra você

Em um país de economia difícil como o Brasil, em que muita gente sonha passar em um concurso público para ter estabilidade, ou abrir o próprio negócio para ter liberdade, passei anos me culpando por não fazer a vontade da minha família (de passar em um concurso) e, depois, por não conseguir mais me sentir feliz com a minha empresa. Assim como a estabilidade eterna em um emprego nunca foi um desejo meu, com o tempo descobri que ser empresária da maneira que estava sendo também não era mais. E por mais que a gente tente se conformar e sentir gratidão por estar realizando um sonho de muita gente, isso de nada adianta se não é o nosso sonho. Parece óbvio, mas na confusão do dia a dia e com a pressão social, fiquei muito tempo triste por não me encaixar nessas ideias.

Vale a pena viver em uma situação que te deixa infeliz só porque é confortável?

Dia desses li uma pesquisa que dizia que a principal razão para as mulheres evitarem um divórcio e prolongarem um casamento infeliz é o medo de ter de reduzir seu padrão de vida. Soa absurdo e não sei até que ponto é verdade, mas parece o que estava acontecendo comigo. Eu tinha uma retirada mensal boa, morava sozinha em uma ótima área do Rio de Janeiro, meu dinheiro dava para viajar para o exterior duas vezes por ano com tranquilidade, comer em restaurantes quando quisesse, comprar uma roupa que eu visse na vitrine se tivesse vontade. O medo que eu tinha de perder isso e nunca mais conseguir viver assim de novo foi o que me prendeu por anos. Vale a pena?

O meu momento atual exige que eu seja bem mais cautelosa com o dinheiro, mas agora me sinto muito mais satisfeita do que antes. Foi o preço que paguei pela minha liberdade, e diante de como me sinto agora, custou pouco em comparação à minha felicidade. E sabe o que mais? Aprendi duas outras coisas: que isso pode ser uma situação temporária se eu quiser, porque sou plenamente capaz de trabalhar muito e conseguir uma boa renda novamente; ou, melhor ainda, que talvez isso não seja preciso, porque o dinheiro não me faz tanta falta como eu achei que faria, e pode mesmo ser melhor viver com menos em troca de uma vida mais tranquila e mais leve. É um aprendizado e ainda estou no caminho.

As pessoas vão falar, não importa o que você faça

Se a pessoa fica solteira, é encalhada. Se namora, querem saber quando vai casar. Se casa, cobram o primeiro filho. Vem o primeiro, perguntam do segundo. Quando está vindo o terceiro, comentam que é irresponsabilidade. Essa aporrinhação vale para o resto da vida também: as pessoas sempre acham que sabem o melhor para as outras, e vão julgar, se meter e condenar qualquer coisa que você decida fazer. Parece até que a vida delas está às mil maravilhas. Então sabe de uma outra coisa óbvia? A gente não deve satisfação para ninguém. Nin-guém. Cada um vai ter de lidar com as consequências das próprias ações, e adivinha? Provavelmente nenhuma dessas pessoas que criticou suas decisões vai estar por perto se você precisar de ajuda, quer você acate o julgamento delas ou não. Quem gosta da gente de verdade quer nos ver felizes e, mais cedo ou mais tarde, vai entender e apoiar qualquer decisão pensada que tomarmos.

Quando a gente quer muito uma coisa, o universo conspira a nosso favor

Tem um ditado que eu aprendi aqui no Canadá e agora levo sempre comigo, todos os dias, como um mantra: If there is a will, there is a way. Se existe uma vontade, existe um jeito.

Parece baboseira de “O Segredo” ou livro do Paulo Coelho, mas é totalmente real: quando a gente quer muito uma coisa, parece que todo o universo começa a colaborar para que aquilo aconteça. Acho que isso nada mais é do que a corrente positiva que vai surgindo quando a gente se abre para novas possibilidades e começa a fazer por onde para as coisas acontecerem. Quando você sai da inércia e decide de verdade mudar uma situação, abre a mente e percebe oportunidades que nem sabia que existiam, ou que estavam logo ali, mas você estava cego demais com o cotidiano para ver. Isso foi acontecendo comigo – e continua até hoje – e foi o que mais me encantou em todo o processo de mudança.

Quando me abri para o novo, fui conhecendo pessoas que me apresentaram pessoas, aprendendo coisas, descobrindo e tendo novas ideias… é um processo que nunca para. Um projeto de freelancer que surge aqui, uma indicação ali, uma nova parceria acolá. Quando a gente tem fé, acredita, é curioso e corre atrás, sempre acaba encontrando um jeito de conseguir o que deseja, ou melhor ainda, chegando a novos caminhos que nem imaginava, mas que se abrem quando a gente se abre. Deve ter alguma explicação metafísica para isso, sei lá, mas acontece mesmo. Experimente na prática, você vai ver. Quando passei a perceber tudo isso, de alguma forma tive uma sensação de paz, de que no fim das contas tudo vai dar certo. E eu era, provavelmente, uma das pessoas mais ansiosas que você poderia conhecer.

Nenhuma situação é permanente

“Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”, já dizia a sua vó, certíssima. Mas a gente esquece, e às vezes se prende a algumas situações como se elas fossem eternas e delas dependêssemos para ser felizes ou mesmo existir. Aconteceu comigo. Fiquei tão absorvida na empresa, que achei que por ter criado não teria como sair, por mil razões. Mas quando finalmente decidi, sair foi bem mais fácil do que eu imaginava, e hoje até parece que nunca aconteceu. Não é irônico? Pense naquela namorada por quem você era apaixonadíssimo, e hoje nem consegue imaginar como foi possível. Ou naquela coisa que você adorava fazer, mas não vê mais a menor graça. Naquele emprego ruim que tanto te maltratou, mas que agora é só uma vaga lembrança porque arranjou outro melhor. Ou no último momento feliz que passou com alguém que se foi.

No fim das contas, nada dura para sempre, nem os momentos ruins nem os bons, por isso é fundamental entender que seja lá qual é o momento que se está enfrentando, é só uma fase também e vai passar mais cedo ou mais tarde. É o princípio budista da impermanência (aqui tem uma explicação didática  e aqui um texto lindo, se quiser saber mais), de que tudo flui e se modifica eternamente, porque não somos nada além de poeira no universo. Compreender isso é aprender a levar a vida com leveza, sem muitos extremos, aproveitando os momentos bons e sabendo que os ruins também passarão. Demorei mas percebi que eu não era empresária, eu estava empresária, e aquele momento chegou ao fim, como tantos outros virão e passarão. Você não é o seu emprego, o seu carro, o seu status… você não é nada disso, nada disso te prende quando você se dá conta de que não existe situação fixa ou garantida. Se nada mudasse, não conseguiríamos suportar a monotonia da vida.

Nunca é tarde demais para recomeçar

Esqueça essas listas idiotas de coisas que você deve fazer antes dos 30 e qualquer outro conselho estúpido que te diga que você é velho demais para fazer qualquer coisa. A vida é de quem tem coragem, não importa a idade que você tenha. Temos recebido tantas mensagens aqui no blog de gente que já passou dos 20 há muito tempo querendo estudar fora, recomeçar, viajar, ter ideias, criar coisas… elas me enchem de orgulho e alegria. Só é tarde demais para fazer qualquer coisa se não tiver coragem. E aí vai ser tarde demais em qualquer idade que você tenha.

Quem quer, faz, quem não quer, reclama

Reclamar pode até ser uma forma prazerosa de desabafar enquanto você se mantem em sua zona de conforto, mas com a (falsa) sensação de que está fazendo alguma coisa para mudar. Conheço gente que está nessa fase há anos e talvez nunca saia dela, porque não quer de verdade. É muito óbvio, mas quando você quiser mesmo que alguma coisa de diferente aconteça, vai precisar parar de gastar energia com resmungos para se mexer e fazer algo concreto. Comece com o primeiro passo. Pense em como sua vida ficaria se você mudasse uma ou outra coisinha. Depois siga para uma mudança maior, e outra, e outra, e quando você menos esperar, vai ver que a roda da vida girou e você saiu do lugar onde estava. E quando o ciclo da mudança começa, não dá mais para parar. Que bom!

Vai dar tudo certo

Tenho consciência de que escrevendo aqui, parece que foi tudo muito fácil. Mas é claro que não foi. Deixar minha empresa e me lançar no desconhecido foi um processo de desmame doloroso, mas a partir do momento em que comecei, tudo aconteceu de um jeito mais fácil do que eu esperava. Hoje, estou trabalhando e correndo muito atrás, ainda não sei bem o que vou fazer, aonde quero chegar e como as coisas vão ficar, e por isso também tenho meus momentos de ansiedade ainda, mas já sei o que não quero mais, voltei a me sentir feliz e estou preparada para o que der e vier. O ser humano é extremamente adaptável, e nós estamos muito mais aptos a superar as mudanças do que pensamos.

Então, se você está insatisfeito com a sua vida por alguma razão e quer mudar – seja deixando um negócio que você construiu, como eu fiz; saindo do emprego estável e bem pago que destrói a sua alma; indo buscar uma vida melhor em outro país; mudando de carreira, ou o que for: se encha de coragem e faça. Com planejamento e de forma calculada, claro, mas faça. Você vai ver que, no fim das contas, não foi tão difícil assim. E a sensação de estar finalmente no caminho certo e de voltar a ter paixão no que se faz é uma motivação que não tem salário bom e jantar em restaurante caro que compense se manter em um caminho infeliz por medo de mudar.

O mundo te espera de braços abertos. Boa sorte!

Checkin da Air Canada no Galeão.Noite de Réveillon.Indo para Vancouver passando por Toronto

A gente de mala e cuia no aeroporto no dia da mudança para o Canadá, em 31 de dezembro de 2014. A sensação de recomeçar é apavorante… e maravilhosa!


 

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Comentários

39 comments

  1. Pingback: Faz um ano que deixei a minha “boa” vida de empresária - Rede de Blogs Outdoor

  2. Beto

    Olá Thais,
    Sua experiencia é sensacional. Só quem pratica esse ” desapego” sabe como é. Tomara que encoraje áqueles que estão com o plano em andamento.
    Uma unica opinião, gostaria de colocar. Quando voce diz no trecho:
    “sou plenamente capaz de trabalhar muito e conseguir uma boa renda novamente; ou, melhor ainda, que talvez isso não seja preciso, porque o dinheiro não me faz tanta falta como eu achei que faria, e pode mesmo ser melhor viver com menos em troca de uma vida mais tranquila e mais leve.”
    Te digo que aqui no Brasil, com boa renda ou não, acabaram as minimas condiçoes de viver em paz. O país esta mergulhado numa corrupção e a sociedade nao reage a isso por diversos motivos. A violencia e os impostos tomam de voce todo ganho obtido pelo seu esforço, fazendo perder o sentido te-lo.
    Por essas e outras, chego em Vancouver em Setembro agora.
    Boa sorte a todos nos !!!!!!!!!!!

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      É verdade, Beto, tá cada vez mais difícil manter a fé no Brasil mesmo, sei bem como é isso que você descreveu.
      Mas você vai ver que aqui no Canadá a vida é bem mais tranquila, você vai amar Vancouver.
      Boa vinda e muit sorte por aqui!
      Bjss

  3. Christian Petrykowski

    Thaís, o mundo precisa de mais pessoas como você! Um ser humano que instiga viver o hoje como se não houvesse amanhã! Estou nesse mesmo momento. Larguei (escrevi, apaguei e depois escrevi novamente; registrei pois foi meu primeiro pensamento…na verdade não larguei…apenas foi o final de um ciclo na minha vida, de muito aprendizado, disciplina, responsabidade, mas foi um ciclo, terminou e outro se inicia) uma carreira de futuro executivo em Multinacionais, com bom salário, cargo de gerência, status, viagens internacionais, vivências no exterior (que sim foram muuuito válidas), estabilidade, para realizar um sonho de viajar o mundo por longo prazo e baixo custo. Embarco dia 23/08/15 e me identifiquei com tudo em seu texto.
    Obrigado por compartilhar essa bela história conosco e que Deus abençoes seus projetos e sua vida!
    Christian Petrykowski

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Obrigada pelo apoio e parabéns pela coragem em mudar de vida, Christian! Como vai ser essa sua viagem mundo afora? Se quiser escrever um post como convidado aqui pro blog vamos adorar!
      Boa sorte na nova jornada e tudo de melhor pra vc!
      Beijos

  4. Israel Benício

    Oi, Thaís!

    Muito bom!
    Você escreve muito bem e seus textos são cativantes, devia ser cronista! rs

    Estamos há mais de um mês aguardando resposta do Consulado… ansiedadeee!!! rs

    Bjs

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Israel!

      Obrigada pelo elogio! Bem que eu ia amar ser cronista mesmo, meu sonho é viver de escrever! hehe

      Já já essa resposta do consulado chega e está na hora de vocês virem. Muita calma nessa hora! 😉

      Bjsss

  5. Marcello Bressan Emidio

    Obrigado por dividir aqui parte da sua experiência de vida. O texto é inspirador e cheio de ensinamentos.

  6. jessica

    MOTIVANTE AO EXTREMO SEU POST! CHEGUEI AKI A 5 DIAS…ESTOU ME ADAPTANDO…ME SENTINDO DO OLHO DO VULCAO!!.rs Ficarei aki apenas um ano….mas pelo pouco q conheci…voltar ja é um pensamento que me rende planos e pensamentos futuros!

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Jessica!
      Você vai ficar um ano e não vai mais querer ir embora, o Canadá é bom demais! Boa sorte e aproveita muito o seu intercâmbio, passa rápido à beça! Se precisar de alguma ajuda por aqui, tô na área! 😉
      Bjsss

  7. Edjeorgton Neto

    Parabens pela sua coragem e obrigado por me dizer (sem saber) que eu tambem fiz o certo. Apos dez anos de empresa num total de 17 anos de carreira, chutei o balde e vim para Nova Zelandia com familia e tudo, alias, se nao fosse por minha esposa talvez euainda estaria achando que estava feliz com minha empresa. No meu caso nao tinham socios entao foi bem dificil pois tive que encerrar contratos e simpelsmente fechar. Como o medo ainda era grande e eu nao sabia o que esperar da vida do outro lado do mundo, deixei a empresa no “pause”, sem funcionar sem atender mas existente. Hoje estou quase 01 ano tambem e honestamente……nao volto tao cedo. Tambem vivo com MUITO MENOS grana do que estava acostumado, porem com a leveza que voce mencionou. Fico feliz por ter ido esta coragem e passo horas encorajando os amigos via skype, rsrs…..atuo na mesma area aqui…mas com a minha paixao renovada. IMPAGAVEL!! Parabens a voce e obrigado mais uma vez!

    Obs: Desculpe a falta de ascentos ou erros no portuga!

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Isso aí, concordo totalmente com você! Parabéns pela coragem também , ainda mais com esposa e filhos! A Nova Zelândia é meu Plano B! hehe Deve ser maravilhosa a vida por aí, né? :)

  8. ana celia

    Parece que sou eu escrevendo, o q vc pensa e o q se tornou parece o mesmo processo pelo qual eu passei e, olha, tenho muito orgulho do que me tornei. O mundo realmente precisa de mais pessoas assim, como alguem já mencionou acima. Parabens!!!

  9. Karey

    Thaís

    Suas palavras são um exemplo inspirador e nos encorajam para uma vida mais leve e feliz!
    Você é uma pessoa incrível, parabéns pela determinação.

  10. Tamyris

    Pedi demissão da empresa que trabalho há quase 8 anos e que tenho um cargo e estabilidade para ir para o Canada fazer pós e morar com meu noivo. Vc não sabe como esse texto me fez bem. Estamos partindo em menos de um mês e ainda me sinto angustiada as vezes, mesmo sabendo que sera o melhor para nós. Obrigada por dividir sua história.

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Melhor decisão que você e seu noivo poderiam ter tomado, Tamyrus! Vocês não vão se arrepender nem por um minuto de vir pro Canadá, a vida aqui é muito mais tranquila e fácil do que no Brasil. Parabéns pela coragem e muita sorte pra vocês!
      Precisando de alguma coisa por aqui, é só falar.
      Bjsss

  11. Carolina

    Ola Thais,
    Seu texto ‘e mesmo muito inspirador, voce escreve muito bem!
    Estou na mesma fase que voce, tive coragem e mudei de vida apos um divorcio. Fiz o que sempre quis fazer, que ‘e estudar inglês na America! Eu ainda vim com meus dois filhos, e sou feliz por poder proporcionar uma oportunidade única para eles.
    Acredito que sair da zona de conforto foi o melhor que eu fiz na vida. Nada ‘e impedimento pra quem tem vontade e coragem!!
    Um abraco!

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Obrigada, Carolina!
      Não tenho como concordar mais com você: nada é impedimento para quem tem coragem!
      Boa sorte na sua aventura aí nos EUA, aproveita bastante, estarei torcendo por você!
      Bjsss

  12. Sabrina Generali

    Oi, Thaís! Muito bons seus posts sobre o Canadá. Achei interessante a sua defesa de usar uma agência para estruturar sua ida. Você pode me passar referências?
    Abs,
    Sabrina Generali

    1. Thaís Freitas
      Autor
      Thaís Freitas

      Oi, Sabrina!
      De fato, fazer o processo de estudar fora por agência facilita muuuito a vida! A agência que eu indico é a Nexus Intercâmbio, eles são muito legais e super atenciosos. O email deles é viagem@nexusintercambio.com , escreve pra eles que eles vão dar uma ótima luz pra você ver as opções e por onde começar. 😉
      Beijos

  13. Maria Cecília Vasconcelos

    Obrigada pelo link deste texto, era exatamente o que precisava ler hoje. A situação tensa e o desânimo alguns dias são maiores que os outros e ficamos nos perguntando onde isso vai levar. Eu tive o pior feriado da minha vida esse fim de semana, com uma série de problemas familiares que tangem a nossa mudança, mas após ler esse seu texto, me sinto no dever de não desanimar, porque a cada dia o universo me mostra que esse é realmente o caminho certo. Ainda irei te agradecer pessoalmente por esse apoio!

    Abraços…

  14. Denise

    Thais sua Historia e muito parecida com a minha… Ate me
    Arrepiei!!!!!!! Adicionei vc no Facebook.. Queria que voce
    Me Desse uma ajudinha a respeito de vancouver.. Segue meu email
    Tb: lacerdadenise@hotmail.com

    Se Puder me
    Enviar Seu email para eu poder falar com voce… Seria maravilhosooooo!!!!!! Obrigada desse ja!!! Canada here i come!!!! Rsrs!!!! Beijos!!! Parabens to pelo blog maravilhosooooo.. Desde que achei acesso todos os dias!!!!! 😘😊

  15. Pingback: Entrevista na Alfândega - Thaís Freitas (Alasca)

  16. Victor Souza

    Tudo bem!? Essa é a essência da vida. Mas uma pergunta: Qual era o negócio da sua empresa!? Belas dicas. Grato por compartilhar.

  17. jorge

    que legal lêr essa aventura que vc encarou e que deu certo. Eu tive uma experiência similar quando estava de saco cheio de trabalhar num firma e quando fui mandado embora a idea de recomecar fez me conhecer outro lugar do mundo. Apos ter ficado sem emprego, decidi que tinha que viajar para a Russia e comprei um boleto sem retorno, minha meta era percorrer a Russia de trem e percorrer a maior distancia que o trem pode fazer no mundo 9288 km. Moscow -Vladivostok passando pela Siberia e conhecendo muita gente por mais de um mês, a Russia é o lugar que tem 7 fusos horarios e sem saber ruso me virei muito bem. Até deu para conhecer à pessoa que hoje é minha namorada, ahhh consegui emprego depois de voltar e comecei a trabalhar numa outra empresa, mas isso é outra historia . Então sair da zona de comforto sempre é bom e traz muitas sorpresas

    Abracos Thais

  18. Joao

    Salve, Thaís! Guerreira. Estou planejando viajar para Vancouver. Te enviei uma solicitação de adição ao meu Face. Será q vc poderá me dar umas dicas? João.

  19. michelly

    boa noite thais,

    muito boas as suas postagens. me diz uma coisa: sai mais barato vc fazer um curso de inglês e depois um college para depois morar no canada (vancouver) por uma empresa de intercambio e mais seguro do que vc fazer tudo pela internet por conta própria ?

  20. Camila

    Thaís, só posso te dizer mt obriga por compartilhar sua história de vida, aprendizados e pensamentos! É como se vc tivesse contado td o q me aflige e se passa em minha mente (❤) Sucesso em sua trajetória!!

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